Absorção Bruta de Escritórios em SP Cresce 5,7% no 1T26
Lead: O mercado de escritórios de São Paulo registrou expansão de 5,7% na absorção bruta no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento trimestral do Secovi-SP. O setor financeiro consolidou-se como principal tomador de espaços corporativos na capital paulista no período.
Indicadores do Mercado Corporativo — 1T26 vs. Referências Anteriores
| Indicador | 1T25 (ref.) | 1T26 | Variação | |---|---|---|---| | Absorção bruta (var. anual) | — | +5,7% | +5,7 p.p. | | Principal setor tomador | Tecnologia | Financeiro | Mudança de liderança | | Mercado de referência | São Paulo (capital) | São Paulo (capital) | — |
> Fonte: Secovi-SP, 1T2026. Demais séries históricas pendentes de publicação completa.
Análise Técnica — Aplicação na NBR 14.653-2
Para avaliações de imóveis comerciais enquadrados na NBR 14.653-2 (edificações urbanas de uso não residencial), o crescimento de absorção de 5,7% no trimestre reforça a necessidade de calibrar o fator de absorção de mercado nas avaliações pelo Método Comparativo Direto de Dados de Mercado (MCDDM). Em regiões de alta liquidez corporativa — como Faria Lima, Vila Olímpia e Paulista —, a coleta de dados de oferta deve priorizar transações dos últimos 90 dias, evitando que amostras defasadas subestimem o valor de mercado.
Na aplicação do Método da Renda (seção 8.3 da norma), a expansão do setor financeiro como tomador primário implica revisão das premissas de taxa de vacância projetada e período de absorção. Exemplo prático: um imóvel de 1.200 m² em região de alta demanda financeira com vacância atual de 8% pode ter seu VPL (Valor Presente Líquido) dos fluxos de locação corrigido para cima ao adotar período de absorção de 6 meses em vez dos 12 meses convencionais — impacto direto no valor de avaliação final.
Avaliadores devem registrar no laudo (campo 'Caracterização do Mercado', item 7.3 da NBR 14.653-2) a variação trimestral da absorção como evidência de grau de liquidez do segmento, classificando o mercado corporativo paulistano, neste ciclo, como ativo com tendência de valorização, o que suporta enquadramento em grau de fundamentação II ou III conforme disponibilidade de transações comparáveis.