Campinas: 3º maior mercado SP — dados Secovi-SP — análise de Maneco Gomes (advogado, arquiteto, corretor e avaliador CNAI)
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Campinas: 3º maior mercado SP — dados Secovi-SP

Imobicom Secovi-SP revela Campinas em 3º em demanda habitacional paulista, com aceleração em lançamentos e vendas no 2º semestre.

Campinas consolida posição como terceiro polo habitacional do Estado de São Paulo

Lead: O Imobicom Secovi-SP, realizado com a presença de 600 lideranças do setor, posicionou Campinas como o terceiro maior mercado em demanda habitacional do Estado de São Paulo, registrando crescimento expressivo em lançamentos e unidades comercializadas no segundo semestre — conforme dados divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Desempenho Regional — Campinas vs. Estado de SP

| Indicador | Campinas | Estado de SP (referência) |
|---|---|---|
| Ranking em demanda habitacional | **3º lugar** | — |
| Tendência de lançamentos (2º sem.) | **Alta** | Expansão |
| Tendência de vendas (2º sem.) | **Alta** | Expansão |
| Participação no pipeline estadual | **Relevante** | Monitorar |

> Fonte: Secovi-SP / Imobicom. Valores absolutos não divulgados no extrato disponível.

Análise técnica: implicações para avaliação e PTAM

Para engenheiros avaliadores e arquitetos que atuam na Região Metropolitana de Campinas (RMC), o reconhecimento oficial do mercado como polo de terceira hierarquia estadual reforça a disponibilidade de dados de mercado necessária para a aplicação do Método Comparativo Direto de Dados de Mercado, preconizado como prioritário pela NBR 14.653-2:2011 (item 8.2) em avaliações de imóveis urbanos.

Com o incremento de lançamentos e transações, amplia-se a amostra de pesquisa disponível para a formação de modelos de regressão ou tratamento pelo método da homogeneização. Na prática, um laudo de avaliação (PTAM) para unidades residenciais em Campinas pode contar com amostras mais robustas, reduzindo o intervalo de confiança e elevando o grau de fundamentação — potencialmente atingindo o Grau III da NBR 14.653-2 com maior regularidade, exigindo mínimo de 16 dados de mercado e modelo estatisticamente validado.

Além disso, o aquecimento do mercado secundário sinaliza pressão de valorização sobre o valor unitário básico (VUB) das amostras. Avaliadores devem atentar para a data-base do laudo e a necessidade de atualização monetária por índices setoriais — como o INCC-M (FGV) para imóveis em construção ou o IGP-M para imóveis prontos — ao homogeneizar amostras coletadas em períodos distintos, conforme orientação da norma no item 8.2.1.4.

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Do preenchimento ao PDF — PTAM conforme a NBR 14.653.

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